Publicado por: cjabruno | julho 12, 2012

Namorar, ser solteiro ou comprar uma bicicleta?

Depois de bons anos sendo solteiro e muitos posts falando sobre isso eis que utilizando da frase mais cliché e mais real possível, quando você menos espera o amor acontece.

Isso não é novidade, o post passado falava sobre comprometimento e tudo mais. O tempo foi passando, o namoro crescendo e algum tempo atrás experimentei uma primeira vez. Como namorei por pouco tempo anteriormente, não tive tempo de saber como funciona muitas coisas estando junto, e cada coisa nova acaba sendo uma incrível descoberta emocional…

Pois passei pela experiência de ficar longe por duas semanas. Algo que parecia bem tranquilo, afinal estamos no começo e ficar sozinho ainda é bem natural, além disso duas semanas passam muito rápido, certo? Talvez!

Enfim o processo de ficar longe por duas semanas foi bem mais intenso do que eu poderia imaginar, não apenas pela saudade que eu descobri imensa ou pelos medos e inseguranças naturais ou nem tão naturais assim, pois isso existe quando a gente tem sentimento pelo parceiro(a), mas por todo o processo reflexivo e de adaptação de um cara que aprendeu durante mais de 20 anos a ser solteiro.

Ficar sozinho por duas semanas me fez perceber não somente o quanto eu tô gostando de dividir minha vida com alguém especial, mas também me fez rever todo caminho solteiro que eu fiz e todas as defesas que o tempo me fez criar que acionam automaticamente em defesa de algo que eu nem sei mais o que é, talvez preservação, mas serve pra quê?

Durante anos eu aprendi a ser só. Fazer comida boa e complicada só pra mim, ir ao cinema, viajar, fazer comprar, caminhadas, sentar num bom restaurante enfim fazer tudo sozinho sem sentir pena por estar lá só ou qualquer coisa assim.

Aprendi a gostar da minha companhia e aproveitar com os amigos. Momentos de solidão a parte tudo corria bem.

Quando você começa namorar as coisas mudam, isso é claro se você e seu/sua companheira realmente querem estar lá. Não que você deixe de ser individual ou ter seu momento, mas não dá para pensar mais apenas em você, no seu umbigo e na sua solidão.

Não dá pra ligar o “foda-se”, sair andando, torrar todo dinheiro sem pensar em ninguém além de você e todas essas coisas que talvez sejam o charme e o caos de ser solteiro…

Você aprende a dividir não apenas o dia, mas as palavras, as glorias, os problemas, as dúvidas… Você aprende que se for fazer aquilo sozinho, talvez não vai poder fazer aquela outra coisa junto, então você pensa duas vezes, três, quatro!

É nesse processo que todos os mecanismos de defesa se acionam, de repente me senti tão longe da pessoa que eu fiquei anos “construindo” (o solteiro independente e feliz) que me deu medo. Assustou a saudade que eu senti da distância de “apenas” duas semanas, assustou todos os pensamentos por dois, as coisas que eu ia fazer  e resolvi não fazer e tudo mais.

Então foi andando de bicicleta que eu estava viajando em todos esses pensamentos ou talvez porque eu estava sob efeito de uma injeção de endorfina após horas pedalando em marcha pesada que me veio uma analogia que relaxou o músculo do coração…

Fiquei pensando naquela expressão de mãe: É como andar de bicicleta, você nunca esquece! — E me coloquei a pensar em todas as coisas que sabemos fazer naturalmente e que não vamos esquecer e acabei concluindo que depois de tanto tempo solteiro não tem como esquecer.

Ser solteiro é como andar de bicicleta e ter um relacionamento é como tentar tirar a mão do guidão… Dá medo! Pra andar de bicicleta sem as mãos você precisa ter postura, confiar e pedalar muito… Confiar no seu parceiro – no caso a bicicleta – e confiar em você, que pode não ter todo o controle, mas você sabe andar de bicicleta e sabe que em qualquer momento de instabilidade basta colocar a mão no guidão.

Se relacionar é confiar tanto em quem está ao seu lado quanto em você. Pode ser que não dê certo, sim pode… Mas, não se deixa de viver, de aproveitar ou de tentar por causa disso.

Quando se gosta sentimos insegurança sim, medo e outras tantas coisas que nos tiram da nuvem e nos colocam no chão, mas tudo isso é válido e necessário.

Ser solteiro é como andar de bicicleta não se esquece então não é preciso ter medo de perder aquela independência e tudo que foi aprendido. É  preciso não ter medo de dividir, de se soltar, de acreditar, de sentir saudade, de querer estar junto e tudo de novo que vem.

Estar num relacionamento vale muito a pena quando você percebe que pode ser feliz sozinho e que estar junto é acrescentar a essa felicidade. E sobre a bicicleta? Bom, vale a pena comprar uma também… É ótimo para os momentos sozinhos e excelente para os momentos acompanhados =)

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Responses

  1. Adoreiiiiii!

  2. Me senti super sentada, ouvindo, AO VIVO, o lindo autor!!!
    “acrescentar a essa felicidade”… #doce

  3. L.O.V.E.

  4. Amo a minha. Bicicleta

  5. Meu amore sempre chega a ótimas conclusões. Saudades!


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