Publicado por: cjabruno | fevereiro 10, 2012

Como se despedir de um amor?

Ele estava ansioso: seria aquele o último encontro, se veriam de novo, quando? O que fazer em últimos encontros?

Ele tinha pedido dois dias para se despedirem propriamente, mas de certa forma entendia porque o fora negado. Os dois dias viraram um, que se tornaram então 3 horas.

Como se despedir de alguém que se ama em 3 horas?

Eles se conheciam há 5 meses, mas parecia muito mais tempo. As coisas tinham mudado, eles se amaram, se amam, mas agora se expressa diferente e isso doía um pouco.

Se encontraram sem rumo e conversavam como se fossem se ver amanhã. O nervoso das horas e das palavras não ditas o consumia e impedia em muito de curtir aquele momento.

Quando deu por conta já tinha perdido uma hora. Haveria um manual para despedida, frases certas, um jeito de evitar o tempo?

Ele queria se perder em beijos, dar abraços infinitos, segurar a mão sem ter pressa de soltar, mas nada disso aconteceria.

Entre piadas, fotos, empurrões, silêncio, lembranças, algumas poucas respostas e a tentativa frustrada de tomar um sorvete o tempo passou.

O tempo acabou. Estavam ali no carro e o medo do “e se” o sufocava.

E se for a última vez, e se não se verem mais e se aquele amor já viveu tudo que tinha pra viver?

Não tinha como saber e o abraçou apertado.

Queria passar ao outro o quanto lhe era importante, o quanto torceria por sua felicidade, mesmo que isso significasse não ficarem juntos.

Queria ter a certeza de que se veriam novamente e que a vontade era intensa e de ambos. Queria que as barreiras fossem quebradas e que se beijassem como no início de tudo, queria não querer nada, mas acima de tudo queria que não acabasse, não ali, não daquele jeito.

Falou algumas palavras que nem lembra, tentou sorrir e desvencilhou do abraço dele. Não conseguiu rever seus cílios claros nem seu sorriso infantil.

Abriu a porta e saiu do carro sem nem saber o que fazia, impregnado pelo cheiro que restou do abraço.

Como se despedir do seu amor?

O carro partiu e buzinou seu “adeus ou até logo”, não tem como saber. A dor era imensa… Essa era a dor de um amor?

Há de passar não é? Indagou a si mesmo sem esperança. Tinha que passar, seria doce de novo.

Só restava agora viver o que tinha pela frente, o novo. Buscou o ar, mas ainda estava difícil respirar.

E o vento por incrível que pareça continuava a soprar, alheio a tudo que se passou. E de certa forma isso o confortou.

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Responses

  1. nossa hj esto vivendo algo mt parecido, o meu grande amor vai pra sao paulo o ruim é q nao cosegui vê-lo muito tempo ele só voltará no proximo ano esperarei o tanto q guentar por que eu amo muito ele te amoo muito MEU JESSY JAMES


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