Publicado por: cjabruno | dezembro 30, 2012

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 12.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 20 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

Publicado por: cjabruno | julho 12, 2012

Namorar, ser solteiro ou comprar uma bicicleta?

Depois de bons anos sendo solteiro e muitos posts falando sobre isso eis que utilizando da frase mais cliché e mais real possível, quando você menos espera o amor acontece.

Isso não é novidade, o post passado falava sobre comprometimento e tudo mais. O tempo foi passando, o namoro crescendo e algum tempo atrás experimentei uma primeira vez. Como namorei por pouco tempo anteriormente, não tive tempo de saber como funciona muitas coisas estando junto, e cada coisa nova acaba sendo uma incrível descoberta emocional…

Pois passei pela experiência de ficar longe por duas semanas. Algo que parecia bem tranquilo, afinal estamos no começo e ficar sozinho ainda é bem natural, além disso duas semanas passam muito rápido, certo? Talvez!

Enfim o processo de ficar longe por duas semanas foi bem mais intenso do que eu poderia imaginar, não apenas pela saudade que eu descobri imensa ou pelos medos e inseguranças naturais ou nem tão naturais assim, pois isso existe quando a gente tem sentimento pelo parceiro(a), mas por todo o processo reflexivo e de adaptação de um cara que aprendeu durante mais de 20 anos a ser solteiro.

Ficar sozinho por duas semanas me fez perceber não somente o quanto eu tô gostando de dividir minha vida com alguém especial, mas também me fez rever todo caminho solteiro que eu fiz e todas as defesas que o tempo me fez criar que acionam automaticamente em defesa de algo que eu nem sei mais o que é, talvez preservação, mas serve pra quê?

Durante anos eu aprendi a ser só. Fazer comida boa e complicada só pra mim, ir ao cinema, viajar, fazer comprar, caminhadas, sentar num bom restaurante enfim fazer tudo sozinho sem sentir pena por estar lá só ou qualquer coisa assim.

Aprendi a gostar da minha companhia e aproveitar com os amigos. Momentos de solidão a parte tudo corria bem.

Quando você começa namorar as coisas mudam, isso é claro se você e seu/sua companheira realmente querem estar lá. Não que você deixe de ser individual ou ter seu momento, mas não dá para pensar mais apenas em você, no seu umbigo e na sua solidão.

Não dá pra ligar o “foda-se”, sair andando, torrar todo dinheiro sem pensar em ninguém além de você e todas essas coisas que talvez sejam o charme e o caos de ser solteiro…

Você aprende a dividir não apenas o dia, mas as palavras, as glorias, os problemas, as dúvidas… Você aprende que se for fazer aquilo sozinho, talvez não vai poder fazer aquela outra coisa junto, então você pensa duas vezes, três, quatro!

É nesse processo que todos os mecanismos de defesa se acionam, de repente me senti tão longe da pessoa que eu fiquei anos “construindo” (o solteiro independente e feliz) que me deu medo. Assustou a saudade que eu senti da distância de “apenas” duas semanas, assustou todos os pensamentos por dois, as coisas que eu ia fazer  e resolvi não fazer e tudo mais.

Então foi andando de bicicleta que eu estava viajando em todos esses pensamentos ou talvez porque eu estava sob efeito de uma injeção de endorfina após horas pedalando em marcha pesada que me veio uma analogia que relaxou o músculo do coração…

Fiquei pensando naquela expressão de mãe: É como andar de bicicleta, você nunca esquece! — E me coloquei a pensar em todas as coisas que sabemos fazer naturalmente e que não vamos esquecer e acabei concluindo que depois de tanto tempo solteiro não tem como esquecer.

Ser solteiro é como andar de bicicleta e ter um relacionamento é como tentar tirar a mão do guidão… Dá medo! Pra andar de bicicleta sem as mãos você precisa ter postura, confiar e pedalar muito… Confiar no seu parceiro – no caso a bicicleta – e confiar em você, que pode não ter todo o controle, mas você sabe andar de bicicleta e sabe que em qualquer momento de instabilidade basta colocar a mão no guidão.

Se relacionar é confiar tanto em quem está ao seu lado quanto em você. Pode ser que não dê certo, sim pode… Mas, não se deixa de viver, de aproveitar ou de tentar por causa disso.

Quando se gosta sentimos insegurança sim, medo e outras tantas coisas que nos tiram da nuvem e nos colocam no chão, mas tudo isso é válido e necessário.

Ser solteiro é como andar de bicicleta não se esquece então não é preciso ter medo de perder aquela independência e tudo que foi aprendido. É  preciso não ter medo de dividir, de se soltar, de acreditar, de sentir saudade, de querer estar junto e tudo de novo que vem.

Estar num relacionamento vale muito a pena quando você percebe que pode ser feliz sozinho e que estar junto é acrescentar a essa felicidade. E sobre a bicicleta? Bom, vale a pena comprar uma também… É ótimo para os momentos sozinhos e excelente para os momentos acompanhados =)

Publicado por: cjabruno | abril 30, 2012

Relacionamento e seus rótulos…

Esses dias entre algumas conversas fiquei refletindo sobre os rótulos dos relacionamentos, porque temos a necessidade de decidir ou de nomear uma relação ou o que sentimos e por quê não?

Duas pessoas se conhecem e começam a sair, ficar, que seja. O que são essas duas pessoas? É preciso ser fiel nesse momento ou isso seria uma questão de caráter? Mas se para um é mais sério e para o outro não o que definiria esse caráter?

Ok, no estágio dois essas duas pessoas estão saindo há algum tempo e se curtindo, o que elas são agora? Ficantes estáveis? Será que bastaria os dois se gostarem e irem levando ou seria isso algo muito frágil porque afinal o que estão fazendo esses dois? Quem sabe?

Daí eles se apaixonam e resolvem que querem ficar juntos e chamam de namoro… Isso é um rótulo?

Pois é hoje em dia temos tanta liberdade, vontades e acessibilidade que as relações complicaram para alguns e facilitaram para outros. Talvez alguém lendo isso pense: Nossa não precisa nada disso, segue seu coração vai pegando, tenha um relacionamento aberto e enfim tudo mais que rola naturalmente por ai, sem julgamentos.

Para alguns mais “old school” como eu os supostos rótulos são importantes, assim como os símbolos e os rituais. Hoje em dia quantos pedidos de namoro você já escutou história? Parece coisa de filme né? Pois é, o que antes era tão comum hoje em dia é raro de acontecer.

Na real o tempo foi passando e na velocidade da vida resolvemos simplificar e simplificando pulamos ou ignoramos todos os rituais. O homem precisa de rituais e símbolos para criar laços e se comprometer com as coisas, não é a toa que existe por exemplo uma cerimonia de coroação, imagine se resolvessem pular essa etapa e simplesmente colocar a coroa na cabeça e sair por ai reinando.

Pois é, a coisa não é assim e nem deveria ser… Por isso tudo é tão frágeis nos relacionamentos atuais. Ninguém define nada com medo de rotular ou qualquer coisa assim, fica todo mundo solto e na rapidez das coisas quando surgem os primeiros problemas numa relação porque não terminar(?), afinal não está legal, ponto.

Estar com alguém que se gosta é exercício, porque não precisamos gostar de todos os detalhes, mas é preciso que o que “não se gosta” seja ínfimo num quadro maior de companheirismo e carinho.

Por isso pedidos de namoro, definições, etapas e símbolos são necessários e importantes para marcar e não banalizar… Hoje em dia um dos símbolos de um relacionamento está nas redes sociais, a famosa mudança de status. Durante muito tempo eu sempre pensei que ninguém tinha a ver com meu status… Comprometido ou solteiro isso cabia a mim, mas se esse é o símbolo moderno de comprometimento porque não?

Entretanto com a modernidade vem também a falta de eloquência… Cada etapa de uma relação é importante e necessária. Namoro não é casamento e as vezes morar junto também não representa isso porque no meio disso existe um ritual, um que te faz pensar antes, que te faz “votar” e refletir, respirar antes de tomar uma decisão drástica.

No final das contas pode mudar o tempo, o nome, os rituais e os símbolos… O que não muda é a necessidade do homem de compartilhar. Outra coisa que permanece imutável é que para gostar de alguém não tem muita explicação além daquela conversa que bate e de uma boa e velha “química” e para todo o resto, vamos acertando, conversando e pedindo mais uma “pro garçom”!

Publicado por: cjabruno | março 29, 2012

A adolescência dos relacionamentos…

Sabe o começo dos relacionamentos? Aquela coisa gostosa, aquela empolgação, as mãos dadas na hora do filme, o carinho, o cuidado, as SMS constantes, as surpresas… Cada pedacinho conquistado, cada palavra nova, cada primeiro momento… Pois é não tem como negar que é uma delícia, todo começo de relacionamento é céu de brigadeiro, é eterna adolescência, um frenesi…

Mas o que acontece depois?

Eu não tive relacionamentos muito longos, então sempre achei relacionamentos super empolgantes e especiais, talvez porque eles acabassem logo quando estavam bons… Mas o que eu sempre escuto os amigos suspirando, principalmente os que estão a mais tempo numa relação é: Ai que maravilha começo de namoro é tão bom… E o que acontece depois?

Um bom filme de amor que se preza termina no começo porque mostrar a continuidade das relações não rende muita bilheteria vira filme cult, se relacionar é tão tenso que muitas vezes nos contentamos com um bom começo e depois, quem sabe…

O negócio é que eu não sei se isso começou com uma praga de alguém que se relacionava a muito tempo e não deu certo e depois foi passando para casais mundo afora, mas porque o relacionamento tem que mudar depois, é uma regra?

Eu, na minha cabeça romântica, penso que com sensatez, é claro o tempo muda as coisas, a rotina faz a gente se acomodar, coisas pequenas se tornam grandes tanto pro bem quanto pro mal, mas porque tem que deixar de ser bom?

É romantismo demais querer que depois de um bom tempo de relacionamento ainda exista vontade de fazer surpresas, de cuidar, de se interessar, de segurar a mão, dar carinho, de beijar, sentir tesão ou tomar um porre junto?

Não sei, nunca cheguei lá, mas olhando em volta tudo isso que eu falei parece algo realmente difícil que me leva de novo a perguntar o por quê?

Um dos meus filmes preferidos é a sequência “Antes do amanhecer” e “Antes do por do sol” e nesses filmes é retratado o que acontece com uma grande paixão não vivida 9 anos depois. Como ficamos depois de uma paixão, como a superamos ou não a superamos… E o que seria “SE”?

Bom viver de “se” não nos leva muito longe né… Não existe e não adianta. Mas rodei tudo isso porque eu sou o cara que ainda acredita naquele tipo de relacionamento, parceria emoção plus, com vidro eléctrico e direção hidráulica. 

Eu não estive lá ainda… Mas acho que um relacionamento bom tem que ser tranquilo, tem que agregar, ter muita conversa, muito momento junto, carinho, surpresas, conquista, cuidado e enfim com o tempo não precisa desgastar ou piorar, mas sim evoluir, ficar mais à vontade. O que é mais mágico do que aqueles defeitos e peculiaridades e manias de uma pessoa? Pequenos detalhes que tornam tudo ainda mais especial.

 Sonhador demais? Talvez…

Mas, tem coisas que não fazem sentido e por isso fazem sentido, outras coisas não tem explicação e para todas as outras tem a cerveja!

 
Publicado por: cjabruno | março 10, 2012

Amigos, amigos sentimentos à parte?

Ultimamente diferentes situações me fizeram parar pra pensar em amizade e suas modernas variações: amizade colorida, amizade com benefícios e por aí vai… Além da temida frase: Vamos ser apenas amigos?

Bom eu sempre desacreditei de amizade colorida pelo simples fato de que eu nunca vi uma das partes não se envolver. Só termina bem em filme quando as partes envolvidas percebem que se apaixonaram e daí “felizes para sempre”.

Na simpática vida real, uma parte se envolve a outra mantém o acordo e a receita do desastre está pronta: acaba a amizade e o colorido. Na melhor das hipóteses fica a amizade, mas alguém sempre leva o rancinho para um próximo relacionamento.

Eu recentemente resolvi encarar a amizade colorida. Escolha espontânea de risco, mas  sempre dá aquele friozinho na barriga: Será que vou estragar tudo e sofrer desnecessariamente ou demasiadamente? Mas, na dúvida vamos torcendo por bons momentos e poucos danos…

Outra situação recente que aconteceu foi o: Vamos ser amigos? Nossa como dói ouvir essa frase de alguém que você ama tanto. O que aconteceu com o velho e bom: Nunca mais quero ver na minha frente?!!

Mas, acho que quando o sentimento é real por pior que seja a dor você acaba encarando, afinal a maior parte de uma relação é a amizade não é mesmo? Mas é bem ruim estar do outro lado da mesa ouvindo isso de alguém que você sabe que sente muito mais que amizade.

Não vou fazer a vítima, porque sei que já fui o algoz de algumas pessoas nessa vida, mas que droga é crescer e ter que ser adulto pra encarar essa situação e saber que vai doer muito, mas que você vai superar e eventualmente esquecer e quem sabe se quebrar de novo logo menos.

Há pouco tempo vi a entrevista da ex SNZ, filha da Baby e pastora aspirante (UFA) Sarah Sheeva e me pus a refletir em algumas coisas que ela falou… Saímos e entramos de relacionamentos como quem troca de roupa. Fazemos sexo sem pensar que trocamos mais que fluídos e vontades instantâneas e se tudo é mesmo  pra ser assim, porque depois sofremos e nos sentimos menos inteiros?

 Não tenho opinião formada ainda, mas talvez realmente não sejamos feitos para o troca-troca do amor, talvez seja uma forma bem errada de tentar achar a pessoa certa, mas sentar e esperar também parece bem ruim não é?

Por isso vamos pro campo… Tentamos, nos machucamos, nos amarguramos mais um pouco, nos fechamos e nos abrimos de novo eventualmente.

A moral da história é que você só é bom o suficiente para alguém quando sabe que não depende desse alguém pra nada e adora sua própria companhia.

Eu que não quero ser infeliz junto de alguém apenas por medo de ficar só como muita gente tem vivido.

Ser solteiro as vezes cansa, mas me sinto melhor assim do que mal acompanhado ou num relacionamento vazio ou pela metade. Seguimos tentando, as vezes esperando, as vezes quebrando a cabeça, diversificando amizades, ilustrando breves momentos… Ah, dá licença que eu tô colorindo!

Publicado por: cjabruno | fevereiro 10, 2012

Como se despedir de um amor?

Ele estava ansioso: seria aquele o último encontro, se veriam de novo, quando? O que fazer em últimos encontros?

Ele tinha pedido dois dias para se despedirem propriamente, mas de certa forma entendia porque o fora negado. Os dois dias viraram um, que se tornaram então 3 horas.

Como se despedir de alguém que se ama em 3 horas?

Eles se conheciam há 5 meses, mas parecia muito mais tempo. As coisas tinham mudado, eles se amaram, se amam, mas agora se expressa diferente e isso doía um pouco.

Se encontraram sem rumo e conversavam como se fossem se ver amanhã. O nervoso das horas e das palavras não ditas o consumia e impedia em muito de curtir aquele momento.

Quando deu por conta já tinha perdido uma hora. Haveria um manual para despedida, frases certas, um jeito de evitar o tempo?

Ele queria se perder em beijos, dar abraços infinitos, segurar a mão sem ter pressa de soltar, mas nada disso aconteceria.

Entre piadas, fotos, empurrões, silêncio, lembranças, algumas poucas respostas e a tentativa frustrada de tomar um sorvete o tempo passou.

O tempo acabou. Estavam ali no carro e o medo do “e se” o sufocava.

E se for a última vez, e se não se verem mais e se aquele amor já viveu tudo que tinha pra viver?

Não tinha como saber e o abraçou apertado.

Queria passar ao outro o quanto lhe era importante, o quanto torceria por sua felicidade, mesmo que isso significasse não ficarem juntos.

Queria ter a certeza de que se veriam novamente e que a vontade era intensa e de ambos. Queria que as barreiras fossem quebradas e que se beijassem como no início de tudo, queria não querer nada, mas acima de tudo queria que não acabasse, não ali, não daquele jeito.

Falou algumas palavras que nem lembra, tentou sorrir e desvencilhou do abraço dele. Não conseguiu rever seus cílios claros nem seu sorriso infantil.

Abriu a porta e saiu do carro sem nem saber o que fazia, impregnado pelo cheiro que restou do abraço.

Como se despedir do seu amor?

O carro partiu e buzinou seu “adeus ou até logo”, não tem como saber. A dor era imensa… Essa era a dor de um amor?

Há de passar não é? Indagou a si mesmo sem esperança. Tinha que passar, seria doce de novo.

Só restava agora viver o que tinha pela frente, o novo. Buscou o ar, mas ainda estava difícil respirar.

E o vento por incrível que pareça continuava a soprar, alheio a tudo que se passou. E de certa forma isso o confortou.

Publicado por: cjabruno | fevereiro 2, 2012

Carentes.com?

Publicado por: cjabruno | janeiro 30, 2012

Casa-se

Em 2011 fui convidado a ser colaborador do site MidiAtiva Santos e muitos dos textos que eu colocaria no blog acabei publicando no site, mas atualmente, fazendo as malas pra minha nova vida revi alguns textos que quero publicar aqui e dividir. Esse é sobre a vontade de casar e foi escrito no meio de 2011, mas ainda soa bem atual e fiel ao que eu sinto. E pra você o que é o casamento? Você quer casar?

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Recentemente tivemos algumas novidades interessantes sobre casamento e então comecei a pensar e pensar no quanto eu gostaria de fazer parte da instituição e enfim aqui estou dividindo o buque com vocês!

Não sei se você, leitor, é assim também, mas sempre que vou a um casamento, ou sou convidado para um, acabo passando um bom tempo refletindo e pensando em mim! “Será que vou me casar”, ” vou ficar pra titio?”, será que eu também quero isso pra mim?

Talvez muitos tenham a resposta na ponta da língua, mas sei que alguns outros compartilham comigo do sentimento de que tudo que eu sei é que eu nada sei! Em menos de três meses fui ao casamento de uma grande amiga da faculdade, assisti o conto de fadas político da Kate e do William e li com felicidade a decisão a favor da união estável homoafetiva.

Tudo isso me fez entrar num turbilhão de emoções. O que significa realmente casar hoje em dia? Há necessidade? Morar junto é a mesma coisa?

Certamente que para William e Kate muito mais que amor foi necessário para que houvesse o casamento. Um jogo de xadrez e de mídia muito bem pensado, com muitas intenções políticas e a popularização da realeza envolvida, mas enfim no final do dia quem são eles? Eles dormem de conchinha, brigam e fazem as pazes com beijos ardentes?

Quando recebi o convite de casamento da minha amiga só consegui pensar que eu tinha uns19 anos quando ela me falou que seu sonho era casar e que eu ia estar presente no casamento, com certeza. Sete anos se passaram e eu estava ali com o convite na mão pensando em tudo que eu sonhei quando tinha 19 anos e casar não estava na lista, talvez namorar, morar junto…

Hoje em dia as pessoas casam rápido. Basta morar junto para chamar de  marido/ esposa ou mudar seu status nessa ou na outra rede social e o relacionamento muda de figura, então qual o peso da lei pra você?

Acredito que a lei além de direito e deveres acaba sendo algo como uma rede de segurança, algo que diga é mais sério do que apenas morar juntos, temos que pensar nas coisas, nas consequências, não dá pra separar antes do carnaval e voltar na quarta de cinzas

Sem colocar questões de religião no meio para não complicar ainda mais, um casamento, uma união estável é “simplesmente”  o consenso entre duas pessoas que resolvem dividir, compartilhar, respeitar, são duas pessoas que decidem em comum acordo e livre espontânea vontade que querem estar juntas e que estarão ou permanecerão juntas em tempos bons ou ruins, resolvendo problemas, dividindo momento e risadas, se respeitando e se amando e com a consciência de que o amor não acaba mas se transforma.

Não é isso? Romântico demais? Então me enganei, desculpa!

Porque se não for isso o que é? Se não for isso não sei se quero. E você o que quer?

 

Não sei se um dia vou me casar, se vai ter cerimonia, se vai ser uma união estável num cartório qualquer, se vai ter festa, se vai ser pensado e repensado, se ainda as igrejas vão se abrir mais ao amor a ponto de assistirmos uma verdadeira união homoafetiva.

Mas sim eu sinto um friozinho na barriga quando penso em casar, talvez seja uma vontade, talvez não afinal tudo que eu sei é que eu nada sei, e você?

Publicado por: cjabruno | dezembro 8, 2011

Fazendo as malas para 2012 – Um amor q goste de cachorros

Este ano nem acabou, e pelos últimos tempos que vivi eu devo dizer que muita coisa pode acontecer de um dia para o outro então não sei se é uma reflexão do ano, acho que seria um pouco antecipado, mas talvez seja uma retrospectiva reflexiva do “até agora”. O que você fez do seu ano? Aquelas metas de ano novo se cumpriram? Vc perdeu peso, arranjou um namorado, mudou de emprego, guardou dinheiro para aquela viagem? 

Bom eu quando resolvi parar com meu momento “Comer Rezar e Me Amar” em 2010 não imaginei que ia chegar aqui em momento algum.  Eu tinha resolvido que era a hora de encarar a tal vida de adulto, desenvolver minha carreira, montar minha casa e enfim…

Mas no meio do caminho eu aprendi bastante, vi que não era nada disso q eu queria agora. Afinal a vida é quase isso se vc não vai se dedicar a mudar o mundo, achar cura de doenças e afins, você vai tentar ser feliz todo dia e isso já sabemos é tarefa árdua, e começa com a pergunta: O que eu quero da vida,o que me deixa feliz?

Eu demorei para saber o que eu realmente queria e para me livrar de tudo que me prendia e evitava que eu o fizesse. Desde o simples medo de dar errado, ou aquela ideia de já é tarde ou até mesmo uma vontade de agradar o próximo.

Se livrar de toda essa bagagem não é fácil. Começar não é fácil, mas é necessário porque a vida passa rápida demais e ficar esperando realmente não nos leva a nenhum lugar muito além da tristeza e frustração e quando percebemos nem sabemos porque estamos daquele jeito e sair parece tão impossível que assusta.

Enfim este ano eu redescobri minha vontade de tentar morar fora por um período maior e também minha vontade de voltar a estudar e de ter tempo livre para descobrir a vida.

Isso tudo representou abrir mão de muita coisa e de aceitar viver com menos dinheiro entre outras coisas, mas possibilitou a visão de um “futuro” onde eu farei algo que eu gosto e que me maravilha, de um futuro que me empolgue mais do que o caminho que eu estava seguindo e é fato que quando vc está bem consigo mesmo o resto acontece naturalmente.

As pessoas se interessam por vc, as oportunidades aparecem e a vida vai. Esquece ser feliz todo dia não dá e seria até chato, mas ser feliz um pouco todo dia é bem possível e depende apenas de nós afinal o que é problema? Como isso q você esta vivendo tornou-se um problema pra vc? O que eu estou fazendo aqui?

Esse ano eu tive o emprego dos sonhos (e vi q nem sempre o que sonhamos é fácil ou o suficiente), eu voltei a fazer esporte, eu perdi 7 kg sem fazer dieta nenhuma, eu descobri amigos incríveis, eu fiz terapia (e recebi alta!!), eu me apaixonei por um cara que ia embora e aprendi muita coisa com ele, que vivia o sonho de meio mundo de ser mochileiro, mas também estava buscando o que realmente queria da vida. E meu coração não descansou e ainda se arriscou mais um pouco e viveu um sentimento novo, que eu nem quero nomear, por um outro cara. Um cara incrível que infelizmente (ou felizmente) tem toda uma vida pra resolver (e descobrir) e deixou aquele gosto de quero mais misturado com “me encontra daqui alguns anos”, sabe?! E quem sabe, afinal o que é nosso ninguém tira. 

Dá pra reclamar desse ano? Tiveram muitos dias difíceis, mas me trouxeram aonde estou agora.

Fui aceito para fazer um mestrado fora, estou na contagem dos dias, cheio de sonhos e esperanças, com o coração mais escolado e pronto para a nova temporada que eu tenho certeza que não vai ser fácil, mas quem disse que seria? O que o fácil nos traz realmente? Manda ai o que tem, a gente canta pra subir, ensaia novos passos, ri, chora, reinventa, descobre, se surpreende, se apaixona… A vida é mesmo agora e tomando emprestado algumas palavras sábias:

“Agora descubra de verdade o que você ama e o mundo pode ser seu”.

Como esse blog é em boa parte dedicado a relacionamento tenho que dizer que o que eu aprendi sobre relacionamento esse ano pode não ser grande novidade pra muitos, mas para mim chegou agora de forma um tanto libertadora…

Gostar de alguém, se apaixonar e afins é um problema, é agoniante, é complicado, é difícil, é um erro… Ser solteiro é muito mais fácil e tranquilo. Mas, incrivelmente vale muito a pena gostar, se apaixonar e viver cada momento ao lado de alguém que vc gosta e que goste de vc. 

Se vc souber aproveitar cada segundo ao lado da pessoa, e desencanar de tudo q passou na sua cabeça nos momentos diversos… Se vc tomar cada pessoa q vc se relaciona como mestre e aceitar a parte boa e as partes difíceis como ensinamentos… Tudo valerá a pena.

Se der errado a dor é imensa, mas eventualmente se abranda e vai passando e de repente já foi. E repito vale muito a pena mesmo que os momentos deixem uma saudade dolorida.

Por isso eu começo minha nova temporada de peito aberto para o amor. Pronto pra me ralar inteiro, e começar de novo. Não parto mais do meu ponto de defesa de sempre. Eu quero viver cada momento bom  e ruim até o momento q tiver que acontecer/concretizar o tão esperado amor (q continuará tendo momentos bons e ruins com certeza). Um amor que goste de cachorros, por favor, porque eu sei pouco do  meu futuro,   mas sei que quero um cachorro!

É assim que eu vou, pronto para o q der e vier, como se eu fosse indestrutível.


Publicado por: cjabruno | outubro 31, 2011

As cotas do amor

 É interessante ultimamente tenho ouvido e presenciado histórias de amor incríveis muito próximas: Uma mulher andando de patins encontra um cara andando de patins eles começam a namorar e hoje estão casados e com filhos. Uma outra se muda para Inglaterra para morar com o namorado, mas ao chegar leva um fora dele. Na dureza da vida de imigrante ela resolve pedir o sinal wireless do vizinho emprestado e hoje eles estão casados. E um terceiro caso uma pessoa escuta uma banda alternativa na internet e resolve seguir a banda no facebook, algumas mensagens depois eles se apaixonam virtualmente o cara termina o casamento falido e eles têm o primeiro encontro deles na Inglaterra e estão juntos!

Eu mesmo já vivi algumas histórias incríveis quando paro pra pensar… Até mesmo semana passada eu literalmente tropecei num cara enquanto andava na rua mexendo na mochila e fui convidado pra tomar cerveja. Moral dessa história? Nenhuma, nem beijo, nem telefone hehe, mas foi divertido.

Isso tudo me faz pensar em algo que chamo de “cotas do amor”. Todas essas histórias acima tem muita influência do acaso o tão romântico e sonhado acaso que distribui suas cotas por ai. Eu recentemente me envolvi numa história de amor que teve muito do acaso, mas era extremamente complicada e de tão complicada eu resolvi que ia encarar de forma despretensiosa e quando vi eu tinha sido eu pela primeira vez numa relação. E me perdi totalmente, me apaixonando por aquela pessoa e toda sua problemática. Eu me apaixonei pela presença, as conversas, o cheiro, os dilemas… Enfim o pacote e resolvi que tinha que abrir das convenções para saber onde poderia dar e daí deu no que deu e sem aviso acabou.

Começou simples e acabou complicado como prenunciava. E sei-lá porque, nem sei se quero tentar entender o que sinto alem de um enorme buraco. Não consigo sentir tristeza é algo diferente dessa vez, entre a melancolia e a falta latente daquela pessoa que eu só consigo querer bem.

Vai passar, eu tenho certeza. Se não é pra ser nosso o tempo em seu tempo se encarrega de levar embora. Mas voltei então a pensar nas tais “cotas do amor” e no seu aliado o acaso. Porque nossa parte parece nunca chegar ao que parece? A vida acaba nos mostrando que esse amor de hollywood não é impossível, é apenas difícil e cheio de detalhes editado dos filmes. O tempo engatinha na hora que esperamos uma reviravolta cinematográfica e o acaso zomba de nós com descaso.

Eu realmente achei demais pensar num “felizes para sempre” no caso da minha história de amor, mas confesso que pensei tanto no felizes o máximo possível e foi tão mínimo que deixou aquela vontade de ter vivido mais.

Esses dias assistindo Saia Justa me deparei com a discussão sobre romance e o acaso. Eles questionaram porque esperar o acaso (?) uma vez que pode ser muito frustrante  hoje em dia temos muitas ferramentas para fazer acontecer até mesmo um relacionamento. E é verdade não devemos esperar porque só movimento gera movimento e se o acaso tiver de acontecer vai ser por acaso, fato!

Acho que mais que um cara especial eu idealizei demais o RELACIONAMENTO. Talvez eu devesse ter namorado todo mundo que já quis namorar comigo, assim teria uma maturidade emocional maior e poderia acreditar mais fácil que basta apenas “gostar e desgostar” e pronto!

Mas esse sou eu. Não sou fã de joguinhos de conquista, sou romântico demais, dramático demais e sonhador. Quero aprender a lidar melhor com as perdas do coração, mas não quero mudar dessa forma. Quero alguém que como eu compre o pacote. Eu sei que está por ai e então eu sigo acreditando, fazendo acontecer quando possível e deixando o acaso achar seu tempo pra mim.

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