Depois de tanto tempo sem escrever por inúmeras razões, volto aqui para falar do tema que mais sei, por tempo de experiência: ser solteiro! Recentemente dei uma boa viajada literalmente… Fiz as malas em São Paulo e deixei em Santos e depois das festas fui rumo à Bahia numa conexão cheia de axé que englobou Salvador, Porto Seguro, Arraial d’Ajuda e Trancoso.
Algumas pesquisas foram feitas para perceber que em terra de axé ser solteiro, mesmo que terminal acaba sendo mais fácil, talvez porque as músicas não deixam a peteca cair, talvez porque tem clima de férias ou é a energia que vem do sol que te diz, uma hora chega ou passa, afinal piadinha batida a parte: até UVA passa!
A viagem foi o começo de uma jornada que me leva a ganhar o mundo novamente, dois anos depois da primeira aventura. Dessa vez com outras idéias e outra ótica, vou atrás de alguns sonhos e algumas respostas e claro sendo correspondente dos solteiros terminais sempre que possível!
Conto mais da viagem depois, porque o programa de hoje é para solteiros! Fui advertido por um amigo virtual, feito aqui no blog aliás, e parte do grupo dos solteiros terminais, a não sair de casa nesse período pré viagem porque muita coisa acontece nesses momentos… Por muita coisa leia: Perigo de se apaixonar e sentir que deixou algo para trás. Aconteceu com ele pouco antes da mudança para Londres, era um alerta com provas! Mas deixar de sair de casa seria loucura certo?
Ir embora implica em amigos, despedidas e enfim aproveitar tudo ao máximo, mas eis que no caminho tinha uma pedra! Ele estava certo. Após um ano mais que agitado, passando por pesquisas diversas, para não achar que podia ter tentado mais, levei um fora da minha própria vida amorosa em 2009 e em 2010 eu dei o fora dela colocando a prioridade da minha vida em coisas que me motivam e me fazem muito feliz, como viajar, estudar… 
Mas eis que do nada, naquele dia em que você nem está se sentido o melhor, nem o mais legal, que você toma a cerveja rápido para ver se a noite acaba ainda mais rápido, exatamente nessa noite eu tropecei naquele que seria o cara mais legal de 2009, mas já era 2010 e isso aumenta por fim o padrão de um ano inteiro, levando em consideração que o dito apareceu em janeiro! Haha
Tudo foi acontecendo tranqüilo e suave, delícia, como um bom sonho de um solteiro terminal. Sem rococó ou exageros, foi algo menos Hollywood style, mas com muito potencial.
A pergunta é: Foi bom porque tinha prazo de validade ou porque tinha que ser bom mesmo?
Parece ironia do destino eu não poder ficar para saber o que seria no dia depois de amanha ou será que seria como sempre é, rotina e desculpas, ilusões bobas, algumas boas pegadas e um final sufocante?
Eu tinha que me perguntar essas coisas ou deveria apenas viver e pronto, o resto é resto?
Bom enfim, não saberei o que seria se eu tivesse ficado, mas tendo eu IDO, digo a vocês, que não doeu, teve apenas um sabor duvidoso, que você não sabe se é bom ou ruim, mas que você até quer repetir sabe?
Seria ótimo acreditar que vamos nos reencontrar num futuro para viver um momento congelado desejado amplamente pelos dois, bem coisa de filme, nada científico, mas enfim sei-lá, quem sabe? (…)
Desse lado do oceano bem longe do sol (- 5 graus em média) e longe dos tambores do axé, tudo parece um sonho, uma ilhota perdida em brumas. O que importa em tudo isso é acreditar, é ter vivido e é continuar, pois momentos como esse não me impedem de sair de casa, mas sim me mostram que tudo pode acontecer, mesmo para pacientes terminais como nós!
Então cante comigo: “Levanta, sacode balança, se deixe levar……”




















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Cena: