Publicado por: cjabruno | janeiro 30, 2012

Casa-se

Em 2011 fui convidado a ser colaborador do site MidiAtiva Santos e muitos dos textos que eu colocaria no blog acabei publicando no site, mas atualmente, fazendo as malas pra minha nova vida revi alguns textos que quero publicar aqui e dividir. Esse é sobre a vontade de casar e foi escrito no meio de 2011, mas ainda soa bem atual e fiel ao que eu sinto. E pra você o que é o casamento? Você quer casar?

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Recentemente tivemos algumas novidades interessantes sobre casamento e então comecei a pensar e pensar no quanto eu gostaria de fazer parte da instituição e enfim aqui estou dividindo o buque com vocês!

Não sei se você, leitor, é assim também, mas sempre que vou a um casamento, ou sou convidado para um, acabo passando um bom tempo refletindo e pensando em mim! “Será que vou me casar”, ” vou ficar pra titio?”, será que eu também quero isso pra mim?

Talvez muitos tenham a resposta na ponta da língua, mas sei que alguns outros compartilham comigo do sentimento de que tudo que eu sei é que eu nada sei! Em menos de três meses fui ao casamento de uma grande amiga da faculdade, assisti o conto de fadas político da Kate e do William e li com felicidade a decisão a favor da união estável homoafetiva.

Tudo isso me fez entrar num turbilhão de emoções. O que significa realmente casar hoje em dia? Há necessidade? Morar junto é a mesma coisa?

Certamente que para William e Kate muito mais que amor foi necessário para que houvesse o casamento. Um jogo de xadrez e de mídia muito bem pensado, com muitas intenções políticas e a popularização da realeza envolvida, mas enfim no final do dia quem são eles? Eles dormem de conchinha, brigam e fazem as pazes com beijos ardentes?

Quando recebi o convite de casamento da minha amiga só consegui pensar que eu tinha uns19 anos quando ela me falou que seu sonho era casar e que eu ia estar presente no casamento, com certeza. Sete anos se passaram e eu estava ali com o convite na mão pensando em tudo que eu sonhei quando tinha 19 anos e casar não estava na lista, talvez namorar, morar junto…

Hoje em dia as pessoas casam rápido. Basta morar junto para chamar de  marido/ esposa ou mudar seu status nessa ou na outra rede social e o relacionamento muda de figura, então qual o peso da lei pra você?

Acredito que a lei além de direito e deveres acaba sendo algo como uma rede de segurança, algo que diga é mais sério do que apenas morar juntos, temos que pensar nas coisas, nas consequências, não dá pra separar antes do carnaval e voltar na quarta de cinzas

Sem colocar questões de religião no meio para não complicar ainda mais, um casamento, uma união estável é “simplesmente”  o consenso entre duas pessoas que resolvem dividir, compartilhar, respeitar, são duas pessoas que decidem em comum acordo e livre espontânea vontade que querem estar juntas e que estarão ou permanecerão juntas em tempos bons ou ruins, resolvendo problemas, dividindo momento e risadas, se respeitando e se amando e com a consciência de que o amor não acaba mas se transforma.

Não é isso? Romântico demais? Então me enganei, desculpa!

Porque se não for isso o que é? Se não for isso não sei se quero. E você o que quer?

 

Não sei se um dia vou me casar, se vai ter cerimonia, se vai ser uma união estável num cartório qualquer, se vai ter festa, se vai ser pensado e repensado, se ainda as igrejas vão se abrir mais ao amor a ponto de assistirmos uma verdadeira união homoafetiva.

Mas sim eu sinto um friozinho na barriga quando penso em casar, talvez seja uma vontade, talvez não afinal tudo que eu sei é que eu nada sei, e você?

Publicado por: cjabruno | dezembro 8, 2011

Fazendo as malas para 2012 – Um amor q goste de cachorros

Este ano nem acabou, e pelos últimos tempos que vivi eu devo dizer que muita coisa pode acontecer de um dia para o outro então não sei se é uma reflexão do ano, acho que seria um pouco antecipado, mas talvez seja uma retrospectiva reflexiva do “até agora”. O que você fez do seu ano? Aquelas metas de ano novo se cumpriram? Vc perdeu peso, arranjou um namorado, mudou de emprego, guardou dinheiro para aquela viagem? 

Bom eu quando resolvi parar com meu momento “Comer Rezar e Me Amar” em 2010 não imaginei que ia chegar aqui em momento algum.  Eu tinha resolvido que era a hora de encarar a tal vida de adulto, desenvolver minha carreira, montar minha casa e enfim…

Mas no meio do caminho eu aprendi bastante, vi que não era nada disso q eu queria agora. Afinal a vida é quase isso se vc não vai se dedicar a mudar o mundo, achar cura de doenças e afins, você vai tentar ser feliz todo dia e isso já sabemos é tarefa árdua, e começa com a pergunta: O que eu quero da vida,o que me deixa feliz?

Eu demorei para saber o que eu realmente queria e para me livrar de tudo que me prendia e evitava que eu o fizesse. Desde o simples medo de dar errado, ou aquela ideia de já é tarde ou até mesmo uma vontade de agradar o próximo.

Se livrar de toda essa bagagem não é fácil. Começar não é fácil, mas é necessário porque a vida passa rápida demais e ficar esperando realmente não nos leva a nenhum lugar muito além da tristeza e frustração e quando percebemos nem sabemos porque estamos daquele jeito e sair parece tão impossível que assusta.

Enfim este ano eu redescobri minha vontade de tentar morar fora por um período maior e também minha vontade de voltar a estudar e de ter tempo livre para descobrir a vida.

Isso tudo representou abrir mão de muita coisa e de aceitar viver com menos dinheiro entre outras coisas, mas possibilitou a visão de um “futuro” onde eu farei algo que eu gosto e que me maravilha, de um futuro que me empolgue mais do que o caminho que eu estava seguindo e é fato que quando vc está bem consigo mesmo o resto acontece naturalmente.

As pessoas se interessam por vc, as oportunidades aparecem e a vida vai. Esquece ser feliz todo dia não dá e seria até chato, mas ser feliz um pouco todo dia é bem possível e depende apenas de nós afinal o que é problema? Como isso q você esta vivendo tornou-se um problema pra vc? O que eu estou fazendo aqui?

Esse ano eu tive o emprego dos sonhos (e vi q nem sempre o que sonhamos é fácil ou o suficiente), eu voltei a fazer esporte, eu perdi 7 kg sem fazer dieta nenhuma, eu descobri amigos incríveis, eu fiz terapia (e recebi alta!!), eu me apaixonei por um cara que ia embora e aprendi muita coisa com ele, que vivia o sonho de meio mundo de ser mochileiro, mas também estava buscando o que realmente queria da vida. E meu coração não descansou e ainda se arriscou mais um pouco e viveu um sentimento novo, que eu nem quero nomear, por um outro cara. Um cara incrível que infelizmente (ou felizmente) tem toda uma vida pra resolver (e descobrir) e deixou aquele gosto de quero mais misturado com “me encontra daqui alguns anos”, sabe?! E quem sabe, afinal o que é nosso ninguém tira. 

Dá pra reclamar desse ano? Tiveram muitos dias difíceis, mas me trouxeram aonde estou agora.

Fui aceito para fazer um mestrado fora, estou na contagem dos dias, cheio de sonhos e esperanças, com o coração mais escolado e pronto para a nova temporada que eu tenho certeza que não vai ser fácil, mas quem disse que seria? O que o fácil nos traz realmente? Manda ai o que tem, a gente canta pra subir, ensaia novos passos, ri, chora, reinventa, descobre, se surpreende, se apaixona… A vida é mesmo agora e tomando emprestado algumas palavras sábias:

“Agora descubra de verdade o que você ama e o mundo pode ser seu”.

Como esse blog é em boa parte dedicado a relacionamento tenho que dizer que o que eu aprendi sobre relacionamento esse ano pode não ser grande novidade pra muitos, mas para mim chegou agora de forma um tanto libertadora…

Gostar de alguém, se apaixonar e afins é um problema, é agoniante, é complicado, é difícil, é um erro… Ser solteiro é muito mais fácil e tranquilo. Mas, incrivelmente vale muito a pena gostar, se apaixonar e viver cada momento ao lado de alguém que vc gosta e que goste de vc. 

Se vc souber aproveitar cada segundo ao lado da pessoa, e desencanar de tudo q passou na sua cabeça nos momentos diversos… Se vc tomar cada pessoa q vc se relaciona como mestre e aceitar a parte boa e as partes difíceis como ensinamentos… Tudo valerá a pena.

Se der errado a dor é imensa, mas eventualmente se abranda e vai passando e de repente já foi. E repito vale muito a pena mesmo que os momentos deixem uma saudade dolorida.

Por isso eu começo minha nova temporada de peito aberto para o amor. Pronto pra me ralar inteiro, e começar de novo. Não parto mais do meu ponto de defesa de sempre. Eu quero viver cada momento bom  e ruim até o momento q tiver que acontecer/concretizar o tão esperado amor (q continuará tendo momentos bons e ruins com certeza). Um amor que goste de cachorros, por favor, porque eu sei pouco do  meu futuro,   mas sei que quero um cachorro!

É assim que eu vou, pronto para o q der e vier, como se eu fosse indestrutível.


Publicado por: cjabruno | outubro 31, 2011

As cotas do amor

 É interessante ultimamente tenho ouvido e presenciado histórias de amor incríveis muito próximas: Uma mulher andando de patins encontra um cara andando de patins eles começam a namorar e hoje estão casados e com filhos. Uma outra se muda para Inglaterra para morar com o namorado, mas ao chegar leva um fora dele. Na dureza da vida de imigrante ela resolve pedir o sinal wireless do vizinho emprestado e hoje eles estão casados. E um terceiro caso uma pessoa escuta uma banda alternativa na internet e resolve seguir a banda no facebook, algumas mensagens depois eles se apaixonam virtualmente o cara termina o casamento falido e eles têm o primeiro encontro deles na Inglaterra e estão juntos!

Eu mesmo já vivi algumas histórias incríveis quando paro pra pensar… Até mesmo semana passada eu literalmente tropecei num cara enquanto andava na rua mexendo na mochila e fui convidado pra tomar cerveja. Moral dessa história? Nenhuma, nem beijo, nem telefone hehe, mas foi divertido.

Isso tudo me faz pensar em algo que chamo de “cotas do amor”. Todas essas histórias acima tem muita influência do acaso o tão romântico e sonhado acaso que distribui suas cotas por ai. Eu recentemente me envolvi numa história de amor que teve muito do acaso, mas era extremamente complicada e de tão complicada eu resolvi que ia encarar de forma despretensiosa e quando vi eu tinha sido eu pela primeira vez numa relação. E me perdi totalmente, me apaixonando por aquela pessoa e toda sua problemática. Eu me apaixonei pela presença, as conversas, o cheiro, os dilemas… Enfim o pacote e resolvi que tinha que abrir das convenções para saber onde poderia dar e daí deu no que deu e sem aviso acabou.

Começou simples e acabou complicado como prenunciava. E sei-lá porque, nem sei se quero tentar entender o que sinto alem de um enorme buraco. Não consigo sentir tristeza é algo diferente dessa vez, entre a melancolia e a falta latente daquela pessoa que eu só consigo querer bem.

Vai passar, eu tenho certeza. Se não é pra ser nosso o tempo em seu tempo se encarrega de levar embora. Mas voltei então a pensar nas tais “cotas do amor” e no seu aliado o acaso. Porque nossa parte parece nunca chegar ao que parece? A vida acaba nos mostrando que esse amor de hollywood não é impossível, é apenas difícil e cheio de detalhes editado dos filmes. O tempo engatinha na hora que esperamos uma reviravolta cinematográfica e o acaso zomba de nós com descaso.

Eu realmente achei demais pensar num “felizes para sempre” no caso da minha história de amor, mas confesso que pensei tanto no felizes o máximo possível e foi tão mínimo que deixou aquela vontade de ter vivido mais.

Esses dias assistindo Saia Justa me deparei com a discussão sobre romance e o acaso. Eles questionaram porque esperar o acaso (?) uma vez que pode ser muito frustrante  hoje em dia temos muitas ferramentas para fazer acontecer até mesmo um relacionamento. E é verdade não devemos esperar porque só movimento gera movimento e se o acaso tiver de acontecer vai ser por acaso, fato!

Acho que mais que um cara especial eu idealizei demais o RELACIONAMENTO. Talvez eu devesse ter namorado todo mundo que já quis namorar comigo, assim teria uma maturidade emocional maior e poderia acreditar mais fácil que basta apenas “gostar e desgostar” e pronto!

Mas esse sou eu. Não sou fã de joguinhos de conquista, sou romântico demais, dramático demais e sonhador. Quero aprender a lidar melhor com as perdas do coração, mas não quero mudar dessa forma. Quero alguém que como eu compre o pacote. Eu sei que está por ai e então eu sigo acreditando, fazendo acontecer quando possível e deixando o acaso achar seu tempo pra mim.

Publicado por: cjabruno | outubro 3, 2011

Tem hora pra acabar?

Sabemos quando chega ao fim?

Quando é a hora de terminar alguma coisa? Será que existe esse timing, algo que dê uma dica: Olha chegou ao fim agora, cai fora!!

Será o fim do sentimento, o fim da vontade ou quando paramos de nos importar,de nos esforçar, ou quando algo pára de fazer bem, é o final?

Quando é a hora de sair daquele emprego, ou de dar um fim naquele relacionamento, mudar de casa, de cidade?

Eu aprendi com o tempo que não existe tempo certo pra começar algo… É bem nosso e um tanto preguiçoso esse negocio de tentar escolher um momento para tudo. Então ficamos presos esperando: O dinheiro, a idade, a oportunidade, a resposta, a tal hora certa, o outro…

Mas no fim nada disso é mais certo do que: Eu vou fazer e pronto! Se você quer sair levanta do sofá e vai, se você quer outro emprego se joga e manda CV, se você quer viajar então compra a passagem, se quer ganhar na loteria tem que apostar e assim vai… Não tem muito o que esperar, mas e pra terminar tem?

Tem hora certa pra sair de uma situação? Sair a francesa é uma opção?

Eu ando num exercício de espera, o que para um ansioso como eu é realmente frustrante: Estou esperando uma resposta, esperando o tempo, tenho esperado até pra ligar para aquela pessoa querida. Mas é claro que não estou em casa olhando ao redor esperando, é apenas o quadro geral e acredito que há um ponto importante em aprender a esperar, afinal nada é por acaso.

Mas, nessa espera me vi e também vi nos outros situações na qual perguntei: É preciso ter paciência ou força para sair dessa?

Tem aquela máxima: Dai-me paciência porque se me der força… Meu amigo!

Mas, será que não é esse o caso? Será que preciso esperar a hora certa para sair do meu emprego ou tenho que sair mesmo e lidar com as consequências porque o fim já chegou e daqui pra frente não vai ser melhor?

Será que aquela amiga que está naquele relacionamento que a não a faz feliz,  não devia obviamente terminar  ou deve esperar o carinho e a raiva se resolverem para que tudo termine ou se acerte de vez ?

É, o fim e começo estão intimamente ligados, mas não são fáceis. Talvez a resposta seja mesmo esta análise, a compreensão de que se algo não esta bom e não tem perspectiva de melhorar então deve acabar antes que piore, mas é fato que nem tudo acontece na hora que achamos que deve acontecer.

Então nos resta unir a paciência com a força, dosar e ser firme, abrir aquele sorriso e aproveitar o que dá, porque uma hora acaba e então começa e para ambos: Força!

Publicado por: cjabruno | setembro 13, 2011

Manda mais uma!

 Dois anos atras eu escrevi um post chamado No Divã e foi engraçado e necessário reler esse post antes de escrever esse que é a volta ao divã.

Dois anos atras eu nunca tinha feito terapia e simulava como seria receber alta… Pois então dois anos se passaram, eu fiz terapia e realmente recebi alta!

E em parte lembrou um pouco essa cena que eu descrevi na época, mas eu apesar de feliz e surpreso com a notícia, entendi muito bem que o louco estava realmente livre pra ser louco do jeito que é.

Depois do TILT que eu contei no post passado, fui lá ver o que sou eu (?) e o que é terapia e enfim foi muito bom colocar os óculos 3D e aprender a ver outras perspectivas da vida.

Claro que os problemas não acabaram, afinal estou vivo, mas o que são problemas? Quão problema é o seu problema?

Os meus talvez em muito são parecidos com os seus ou talvez não, o que importa é que eu olhei eles de frente, me apropriei deles, usei o que era necessário e o que não era joguei fora.

Pedi pra sair do emprego sem ter outro em vista, resolvi ver como é viver aquele sonho que estava guardado, resolvi parar de pensar tanto no mundo ao redor, resolvi resolver.

Ser feliz ou triste? Seja os dois, seja tudo, mas se for pra contagiar que seja de alegria. E sim podemos escolher.

É claro que os planos podem dar errado, a viagem pode não ser metade do que eu quero que seja, posso sentir falta do meu trabalho, pode ser que o romance enrolado se prove enrolado mesmo e machuque e acabe… Mas também pode ser tudo muito melhor do que eu imaginei, então não tem muito o que pensar e pensar.

Vai lá viver, vai lá tentar, vai lá ver no que dá, porque ainda é cedo pra findar, pra conformar, pra parar. Caiu, levantou. Terminou, começou.

Então me livrei de toda bagagem e peso extra e tô livre: Pra me apaixonar, me encantar, aprender, rir (de mim mesmo até), trabalhar, começar, recomeçar, chorar, beber, viajar…

Pílula vermelha ou azul? Manda ai as duas!

Publicado por: cjabruno | junho 20, 2011

TILT

Tilt!

To ensaiando de escrever no blog há um tempão… Não me faltava assunto, mas acabei desviando um pouco para escrever no site MdiAtiva Santos no qual fui convidado e enfim, acabei deixando o blog um pouco de lado mas voltei! ( E dps postarei alguns dos txts de lá por aqui…)

No último mês aconteceu tanta coisa na minha vida e tanta gente me disse para escrever um livro que eu resolvi voltar para minha melhor terapia o BLOG. E talvez não vire um livro, mas um post já é alguma coisa.

TILT é uma palavrinha certinha, fofinha, gostosa de dizer que usamos para explicar facilmente quando algo quebra, especialmente eletrônico… Pois é mas e você ai, já deu um tilt? Eu to no meio do meu TILT, já fui pra assistência técnica e agora estou em fase de teste!

Vou situar explicando melhor…

Eu comecei a dar TILT quando percebi que apesar de estar tudo bem no trabalho, na vida em si eu estou vivendo algo que eu não quero… Trabalho, casa, carreira, balada, academia, algumas histórias de amor nos melhores dias e enfim é isso… Dai eu um  tive TILT e pensei: Tá eu sei que é basicamente isso a vida, mas e se eu não quero nada disso e nem sei o que eu quero, como faz?

Bom dai começou o fatídico mês em q tudo realmente caiu e pelas leis da física eu te falo: Desgraça atrai desgraça. Então segue minha sequência.

A obra ao lado do meu trabalho afetou a estrutura da casa e em 30 segundos as paredes caíram… 1 ano de trabalho foi pro chão em 30 segundos e encaixotado e mudado em 8 horas.

Estamos agora há duas semanas de abrir e recomeçar, mas desde do dia 20 de maio estou sem trabalhar, e por alguns dias nem sabia ao certo o que seria realmente e percebi q eu nem queria procurar um novo emprego!

Na parte dois da tragédia grega eu sem trabalhar, cometi o erro clássico de me envolver com alguém. Por erro clássico eu quero dizer: Não comece um relacionamento qdo sua vida esta de cabeça pra baixo porque obviamente vai depositar muita esperança nisso!

Dito e feito. O relacionamento já tinha prazo de validade uma vez que o cara é um europeu mochileiro de passagem pelo Brasil… Logo eu sabia q ia acabar e me preparei para apenas aproveitar e passar o tempo… Mas o tempo foi passando e eu me apegando e o cara tb, mas dai ele teve um TILT mudou da agua pro vinho sem explicação e seguiu seu caminho me deixando um buraco, porque na última semana nem nos beijamos e não, não teve explicação para tal então toda minha preparação foi por agua abaixo, porque eu sonhava com aquela cena de Hollywood com beijo final poucas promessas e muitos sonhos e não aconteceu nada além de um abraço frio e de perguntas sem respostas.

A cama ficou enorme e o vazio nem falo…

Para completar eu e meu roommate tivemos um pequeno desentendimento, mas ficou meio claro q não tem como continuar morando juntos então a casa caiu em casa TB, hora de procurar outro lugar pra morar.

Entenderam o TILT? Pois é em 30 dias me vi sem trabalhar, com um relacionamento sem conclusão alguma e pesando num lugar pra morar.

Estou recolhendo os cacos do chão e começando de novo e é claro q no meio de toda confusão, apesar da sensação de não vou aguentar tb veio a chance de refletir e encontrar ou redescobrir o que eu realmente quero… E apesar de eventuais dores, noites de insônia, “cortes e cicatrizes”, eu estou bem.

Tenho algumas ideias q prefiro compartilhar mais pra frente, um dia de cada vez.

A sala esta cheia ele levanta vai até o palco segura no microfone olha rapidamente todos a sua volta, respira fundo e fala:

- Oi, meu nome é Bruno e hoje, só hoje, eu não senti pena de mim!

E vc?

Publicado por: cjabruno | março 1, 2011

O Fora Virtual #ClubeSolteirosTerminais


Hoje em dia quem não levou ainda, ou tá mentindo ou vai levar…

Eu já levei e nem faço rodeios para contar, até porque o blog está aqui pra isso. Normalmente eu provoco, prefiro resolver logo a questão pelo MSN do que ter um encontro frustrante para resumir em: Não dá, você é legal, mas queremos coisas diferentes… Ou qualquer coisa assim.

Recentemente lendo o caderno Equilíbrio da Folha de SP eu vi a matéria: Por Dentro do Fora e me deparei com histórias tão escabrosas que fazem o Cyber fora quase parecer fofo!!

Acontece que estamos nos tornando seres cada vez mais covardes emocionalmente e com a ajuda da internet achamos a ferramenta certa para evitar confronto com o próximo.

 

Eu mesmo lembro como era difícil terminar algo, mas acabei aprendendo uma vez que eu não queria ser rude e enfim ser vítima do meu próprio carma… Mas hoje em dia é assim então prepare-se

A matéria apresenta histórias fantásticas de foras que vieram escorados em doenças letais, troca de opção sexual, ou mesmo por SMS, sumiço e afins.

O mais clássico é você encontrar a pessoa alguns meses depois, praticamente casado com outra (o). Nem perca tempo se abalando ou mesmo fazendo flashback porque no final todas as desculpas se resumem a: Não quero ficar com você!

Mas o medo, a boçalidade, a infantilidade ou o temor de ser vilão nos transforma em seres piores quer terminam relações de forma superficial sem ao menos dar ao outro o direito de saber.

Dessa forma crescemos ou, melhor dizendo, envelhecemos ainda mais traumatizados e estigmatizados. A nova geração morre de medo de ficar ou estar só… Quantas pessoas você vê no cinema sozinha, ou num show ou mesmo num bar ou balada? E você, iria  qualquer desses lugares só?

Se a resposta for não, fica tranquilo, você é normal se consideramos a maioria como tal.

Se sua resposta foi sim… Opa legal, quem sabe não nos esbarramos dia desses e vivemos uma daquelas histórias de Hollywood!

Bom, não quero parecer amargo ou mesmo levantar bandeira… Não acho que tem certo ou errado aqui, afinal o mal do século chama-se relacionamento e não aquecimento global.

Mas enfim talvez precisamos aprender a cuidar bem de nós mesmos e dessa forma conseguiremos cuidar bem do próximo.

Então não tenha medo… Compre aquele ingresso, entre naquele restaurante, compre aquele roupa… Pra quem? Pra você mesmo!

Cuide bem de você (Prenez Soin de Vous). E depois? Quem sabe!

 

Publicado por: cjabruno | janeiro 4, 2011

Tudo que eu quero de natal…

                                                                          

O natal já passou… 2011 já chegou, mas e você já acordou?

Bom, eu não!

Não sei se foi a viagem do final do ano, se é a preguiça mesmo ou se tudo junto misturado, mas eu ainda estou fora do ar. Embebido em reflexões que são clichês, mas recorrentes no final do ano e também atordoado com aquele sentimento meio solitário, apesar da multidão, que o final do ano traz, talvez fruto de filmes românticos e músicas dramáticas enfim…

O ano foi bom, não posso reclamar, afinal comecei tomando um intervalo sabático que foi interrompido de forma pensada e desejada. Agora estou trabalhando, morando em SP e começando toda uma nova etapa que em 2011 vai me permitir concluir se eu quero isso ou se eu quero a mochila nas costas.

Acho que esse ano foi importante não apenas pelas escolhas, mas pelo aprendizado nem sempre fácil numa área que eu claramente tenho meus problemas: Relacionamento.

Abrange tudo, o relacionamento comigo mesmo, que eu aprendi e reaprendi muito, mas também o relacionamento com o mundo.

Não eu não namorei ninguém, isso ainda não mudou, mas mudou bastante a forma de encarar isso. E através da minha relação com minha família e amigos eu fui capaz de identificar certos aspectos que me mostraram que estar solteiro talvez ou muito provavelmente tenha sido uma escolha permanente minha, apesar de eu sonhar tanto em namorar.

É estranho perceber que você se poda de algo que quer por não se sentir preparado dessa forma eu acabo depositando no outro qualquer responsabilidade ou sei-lá culpa de não funcionar ou de não acontecer…

Claro que a culpa não é só minha o mundo ai fora não é cheio de bons partidos e nem todo mundo que a gente quer vai nos querer, mas enfim será que estamos realmente prontos para receber o que queremos?

 Não sei se estou pronto, mas to ai aprendendo, vivendo, investindo, tentando, me surpreendendo, talvez eu perceba se estou ou não pronto, talvez apenas aconteça assim sem esperar, não sei…

O que eu sei é que tudo que eu quero de natal e ano novo é que meus olhos estejam abertos, que não me falte paixão, nem brilho no olhar, que sobrem risadas e momentos de perder o fôlego, saúde, trabalho e viagem… Sozinho ou acompanhado.

Porque só está sozinho aquele quem se sente assim e enfim auto-ajuda a parte nada como um dia após o outro.  Tudo é aprendizado, todos são mestres e o amor sempre pode acontecer.

Publicado por: cjabruno | novembro 16, 2010

Aluga-se

Agora sou quase um cidadão oficial de São Paulo, esperando a chave, do primeiro apartamento, escolhido por mim, ser liberada pela imobiliária e então começarei a montar e decorar se é que meu orçamento permite, mas enfim o que importa é  se sentir em casa e desde que eu vi o apartamento em questão eu senti um pouco disso…

Alugar apartamento em São Paulo é uma tarefa um tanto quanto difícil e exaustiva, são muitos anúncios que não condizem com a verdade e muita gente procurando, fora isso os preços mostram porque a cidade é uma das mais caras do mundo.

Não foi fácil chegar nesse AP e sei que o que vem pela frente não vai ser fácil também, mas certamente será um tanto prazeroso.

Senti certo frio na barriga na hora de assumir tanta conta fixa que vem anexada ao apartamento, mas enfim crescer é assim não é?

Alugar um apartamento é como um relacionamento, tem seus prós e contras, demanda muito de você, no começo tem muita empolgação, muitas vezes enche o saco e depois de um tempo cai na rotina e vai ficar bom se o apartamento realmente for um lar…

Quando uma simples casa ou AP vira um lar?

Não, não acredito que depende de um amor ou algo assim, acho que a casa é um lar quando você volta pra ela e se sente em paz, quando sabe o que vai encontrar por lá, quando associa com descanso, com hora boa…

Um bom namoro deve ser assim também e deve ser por isso que é tão difícil de encontrar quanto um apartamento na maior cidade do país.

Mas, da mesma forma que o apartamento, não pode desistir, não pode se deixar levar pela burocracia, ou pelas falsas expectativas, pelo alto custo, pela manutenção ou pelos anexos atrelados.  Afinal, tanto um quanto outro quando dão certo ou são certos trazem muito conforto e bons momentos.

De qualquer forma tanto anuncio de apartamento e tanta procura me fez pensar no que eu procuro tanto na pessoa para ser meu companheiro… No apartamento eu pedi dois quartos, uma cozinha bonitinha, boa iluminação e um banheiro bem cuidado. Mas, enfim num companheiro será que eu exijo tanto? Acho que seria mais ou menos assim:

Procura-se namorado:

Da mesma altura ou mais alto, inteligente e bem humorado. É bom gostar de musica pop e de viajar. Pode ser loiro ou moreno, tanto faz contanto que tenha belas mãos e sorria. Tem que ser companheiro, em todas as horas, interessado e beijar bem. Pode ter barriguinha não me importo nem um pouco. Precisa existir! Não ter medo e ter fé mesmo que do seu jeito. Precisa gostar de mim e pronto.

Será impossível? Existe isso por ai?

Não sei… Diferente do apartamento que eu precisava ir atrás, na vida amorosa às vezes eu vou, às vezes eu fico, mas nunca desisto, essa aliás é uma das qualidades do meu anúncio pessoal caso você queira saber!

E o seu?

Publicado por: cjabruno | setembro 30, 2010

#clubesolteirosterminais em: O amor banda larga

 Diga ao povo que fico! Foi essa q frase que veio a minha cabeça quando eu decidi interromper o ano de viagens e voltar a morar em São Paulo. Cancelei a última viagem que começaria dia 9 de outubro e que levaria 6 meses e resolvi ficar!

Ficar assusta sim afinal foi o motivo que me levou a querer ir embora! Fora o fato que eu amo viajar, mas muita coisa aconteceu e ficar foi o que quis experimentar.

Ficar, aliás, é o termo usado para definir aquele que beijamos sem muito compromisso, às vezes sem nem ao menos saber o nome e eis que o #clubesolteirosterminais vem debater mais um assunto: O amor e a internet.

Após discutir algumas vezes lugares ideais para conhecer um amor eu resolvi tentar (pela segunda vez!) sites que prometem achar sua alma gêmea! Decidi por um site mais focado dessa vez, o Par Perfeito.

Eis que no começo como sempre é divertido, e pelas questões do extenso formulário você começa a pensar que realmente você pode tropeçar no seu par perfeito… Mas nem tudo é mar de rosas, ainda mais se você não é assinante gold ultra premium!

Eu resolvi não assinar porque era um Trial e mais uma vez afirmo que prefiro a moda tradicional ou hollywoodiana de encontros, enfim… Os emails que eu queria ler estavam bloqueados me forçando a fazer a assinatura e eu quase fiz, mas resisti!

O site é legal e mais focado no amor mesmo e não no sexo, mas ao contrario do que se pensa não é fácil. Muito perfil estranho, muita gente muito mais velha e sem noção e no mundo virtual tudo acaba indo muito pela aparência e isso acaba sendo o oposto do romântico não é?

Acabei parando de acessar por falta de tempo e para resistir a assinatura, mas deve ser interessante ser cliente gold master super, enfim se alguém se habilitou a pagar conta a história.

O que aconteceu no meio disso é que eu conheci gente interessante através do já conhecido Orkut! Pois é, assim sem mais quando vi estava teclando absurdamente e viajando num amorzinho virtual que mora looonge e por isso não foi concretizado, afinal sou membro do clube né?

Enfim, continuo solteiro, mas a experiência desse site foi interessante. Lembrei os primórdios, de como conheci meu “primeiro amor”…

Constatei que eu estou mesmo bem assim solteiro e consegui me divertir com a experiência que me levou a histórias inusitadas, pessoas interessantes e trouxe de volta aquela vontade de estar junto, mas de forma tranqüila e saudável e não neurótica hehe.

Mas de qualquer forma minha paciência pro virtual é curta. Já é tudo tão corrido e impessoal hoje em dia que tudo que eu quero é sentir e ter proximidade. E não tem jeito o assunto no MSN acaba haha!

E vc já tentou se aventurar no amor virtual?

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